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Vertigens, Desmaios e Convulsões

 


A sensação de um mal estar e a impressão de tudo girar em volta pode ser resultado de uma vertigem. Já o desmaio caracteriza-se pela perda temporária e repentina da consciência, causada pela diminuição de sangue no cérebro. No caso de uma convulsão, essa perda da consciência é acompanhada de contrações musculares violentas.

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Vertigens  

A vertigem pode ter várias causas, dentre as quais: alturas elevadas, mudanças bruscas de pressão atmosférica, ambientes abafadas, movimentos giratórios rápidos, mudanças bruscas de posição.

Essa sensação de mal-estar é desagrdável e pode manifestar-se por zumbidos e até por surdez momentânea. É frequente a vertigem vir acompanhada de náuseas. A pessoa acometida de vertigem dificilmente perde os sentidos, mantendo-se consciente.

Diante de um quadro de vertigem, deve-se:

  • Colocar a vítima deitada de barriga para cima (em decúbito dorsal), mantendo a cabeça sem travesseiro ou qualquer outro apoio.
  • Impedir que a vítima faça qualquer movimento brusco, sobretudo com a cabeça.
  • Afrouxar toda a roupa da vítima para facilitar o restabelecimento da circulação snguínea.
  • Animar a vítima com palavras confortadoras.

Em alguns minutos, a própria vítima pode procurar um médico para o devido tratamento, se necessário.

  

Desmaios

O desmaio é causado pela diminuição de sangue no cérebro. Pode ser provocado por diversos motivos, os mais frequentes são: falta de alimentação, fadiga, emoção muito forte, grande perda de sangue ou, ainda, permanência em ambientes muito abafados.

Sinais e sintomas de desmaio: 

  • fraqueza
  • tontura
  • escurecimento da vista
  • suor frio
  • palidez
  • falta de controle muscular

Em geral, esse fenômeno não passa de um acidente leve e passageiro, mas deve sempre ser atendido. Ele se torna grave quando causado por grandes hemorragias, ferimentos e traumatismos na cabeça.

Ao atender uma pessoa com sensação de desmaio, deve-se:

  • Colocar a vítima deitada de barriga para cima, com os pés ligeiramente elevados (com o auxílio de uma cadeira ou qualquer outro apoio). Esta posição favorece o aumento da circulação cerebral.
  • Conversar com ela, orientando-a para que respire profunda e lentamente.
  • Permanecer ao lado da vítima para, em caso de perda da consciência, fazer a avaliação das vias aéreas, da respiração e da circulação e procurar socorro médico.
  • Enquanto a vítima estiver inconsciente e respirando normalmente, é aconselhável mudá-la para uma posição lateral mas segura.

Como colocar a vítima em posição lateral:

  • Deite-a de barriga para cima.
  • Coloque-se de um lado da vítima e ajoelhe-se de frente para ela.
  • Flexione a perna da vítima que está mais próxima de você.
  • Pegue a mão da vítima que está desse mesmo lado e coloque-a sob a nádega, com a palma da mão virada para baixo (isso impedirá que ela volte à posição original).
  • Com cuidado e vagarosamente, vire a vítima para o seu lado.
  • Posicione a cabeça da vítima de lado, de modo que, se ela vomitar, a secreção saia facilmente da cavidade oral, impedindo que seja aspirada para os pulmões.
  • Feche a mão livre da vítima e coloque-a sob o queixo ou a bochecha, para evitar que a face vire para baixo.

Nunca deixe uma pessoa que acabou de se recuperar de um desmaio levantar-se ou andar de súbito, pois o esforço despendido nessas tentativas poderá causar novo desmaio. Também não tente acordar uma pessoa que está inconsciente com atitudes tais como jogar água fria, colocá-la de pé  ou sacudi-la, dar-lhe tapas no rosto ou oferecer-lhe substâncias para cheirar.

  

Convulsões

A vítima de de crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído. Em seguida, ela começa a debater-se violentamente, pode virar os olhos para cima e apresentar lábios e dedos arroxeados. Em certos casos, pode até babar e urinar .

Essas contrações fortes duram de 2 a 4 minutos. Depois disso, os movimentos começam a enfraquecer e a vítima vai se recuperando lentamente.

A crise convulsiva pode ter como causa febre muito alta, intoxicações ou, ainda, epilepsia ou lesões cerebrais.

Providências para atendimento a uma vítima de culvulsiva: 

  • Deitar a vítima no chão e afastar tudo que esteja ao seu redor e possa machucá-la (móveis, objetos, pedras, etc.).
  • Retirar prótese dentária, óculos, colares e outros objetos que possam se quebrar e machucar ou sufocar a vítima.
  • No caso de a vítima ter cerrado os dentes, não tentar abrir sua boca.
  • Afrouxar a roupa da vítima e deixar que ela se debata livremente.
  • Colocar um pano debaixo da cabeça da vítima para tentar evitar que ela se machuque.

 

Durante uma crise convulsiva, jamais impeça os movimentos da vítima e tampouco dê a ela qualquer líquido ou medicação pela boca.

A pessoa em crise convulsiva costuma apresentar muita salivação (com aspecto de baba) e seu estado de inconsciência não permite que ela consiga engolir a saliva. Se isso acontecer, deite-a com a cabeça de lado e fique segurando a cabeça nessa posição. Assim, a saliva escoará com facilidade e a pessoa não ficará sufocada. Seque o excesso da saliva com um pano limpo.

 

Nunca deixe de prestar socorro à vítima de uma crise epilética, pois sua saliva não é contagiosa.

Após a convulsão, a vítima dorme e esse sono pode durar segundos ou horas. Portando, cessada a crise, providencie um lugar confortável e deixe-a repousar até que recupere a consciência. Em seguida, encaminhe-a à assitência médica.